Susana Vieira voltou a falar sobre Branca Letícia de Barros Mota, a vilã inesquecível que ela interpretou em Por Amor, novela de Manoel Carlos exibida pela Globo. A atriz é a estrela do primeiro original do GloboPop e aproveitou o novo projeto para relembrar os bastidores da criação da personagem.
Segundo Susana, a proximidade com o autor foi fundamental para moldar Branca. “Eu era muito amiga do Manoel Carlos. Ele falava que era a ótica dele. Tudo o que ele achava da sociedade, todo lado ‘mal’ dele… Ele era um homem educado, fino, e colocava toda crítica da sociedade na minha boca”, contou a atriz.
De vilã odiada a personagem amada
Com o tempo, Susana passou a enxergar Branca com outros olhos. “Isso me deixou feliz porque eu passei a rejeitar menos a Branca. Eu amo a Branca”, afirmou. Ela também lembrou do sucesso que a personagem fez na época, mesmo sendo uma vilã sem meio-termo. “Nunca vi uma mulher tão má fazer tanto sucesso. Porque o texto era primoroso”, disse.
A atriz credita a boa parte da popularidade que Branca mantém até hoje ao próprio Manoel Carlos, décadas depois da novela ter saído do ar. “Eu tenho que agradecer ao Manuel Carlos os meus memes, porque ele fez o personagem imbatível. Não tem um ser humano na face da Terra, principalmente os gays, que não saibam de cor uma palavra da Branca Letícia de Barros Mota”, disse Susana.
Um ícone que atravessou gerações
Para a atriz, o legado da personagem já está garantido na história da televisão brasileira. “Então eu acho que depois que o Manuel Carlos me brindou com esse personagem brilhante, a Branca é um ícone da televisão brasileira”, completou.
Manoel Carlos também é o autor de Por Você, atualmente em exibição na faixa das sete da Globo, prova de que o estilo do novelista segue conquistando novas gerações de telespectadores décadas depois de Por Amor ter marcado época com Branca Letícia.
O projeto do GloboPop que resgata a personagem mostra como clássicos da teledramaturgia brasileira continuam rendendo conteúdo novo e gerando memória afetiva no público, mesmo fora da grade tradicional das novelas em cartaz.